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A Fábrica de Tabaco Micaelense, fundada em 1866, constitui um dos mais relevantes testemunhos do património industrial dos Açores. Nascida num período de grande dinamismo económico na ilha de São Miguel, a fábrica acompanhou o desenvolvimento da indústria tabaqueira na região, afirmando-se desde cedo como uma referência na produção de tabaco.
Instalada em edifícios de reconhecido valor histórico, a Fábrica de Tabaco Micaelense integra a paisagem urbana e industrial micaelense como um espaço marcado pela memória do trabalho e pela evolução da atividade fabril ao longo dos séculos. As suas instalações refletem a arquitetura industrial do século XIX, preservando elementos que testemunham diferentes fases da sua história e da própria cidade onde se insere.
Ao longo do século XIX e início do século XX, a Fábrica de Tabaco Micaelense desempenhou um papel central na economia local, gerando emprego e contribuindo para a formação de mão de obra especializada. A sua atividade atravessou diversos contextos históricos, acompanhando transformações económicas, sociais e tecnológicas, sem nunca perder a ligação às suas origens.
Mesmo em períodos de adaptação e modernização, a empresa soube conciliar a preservação do seu património material e imaterial com a introdução de novas práticas e tecnologias. Essa capacidade de evolução sustentada permitiu à Fábrica de Tabaco Micaelense manter-se ativa e relevante ao longo de mais de 160 anos de história.
Hoje, a Fábrica de Tabaco Micaelense assume-se como guardiã de uma herança industrial singular, honrando o passado, valorizando o seu património edificado e projetando o futuro com responsabilidade, qualidade e profundo respeito pela identidade micaelense.













1825
Primeiros ensaios da cultura do tabaco em S. Miguel pelas mãos do desembargador Vicente José Ferreira Cardoso da Costa.
1864
Promulgação da Lei Régia, de 13 de maio, que abole o monopólio do tabaco a partir de 1 de janeiro de 1865.
1866
Fundação, em 16 de abril, da Fábrica de Tabaco Micaelense, tendo como sócios José Jácome Correia, Clemente Joaquim da Costa, Abraão Bensaúde e José Bensaúde. As primeiras instalações da empresa localizaram-se na rua da Trindade, atual rua Caetano de Andrade Albuquerque, na cidade de Ponta Delgada.
1872
A empresa é transferida para a atual rua José Bensaúde, na cidade de Ponta Delgada, onde ainda se encontra
1895
A empresa regista a marca “Santa Justa”, uma marca emblemática que produzirá durante largos anos.
1906
A FTM emprega 548 pessoas, sendo 540 do sexo feminino e 8 do sexo masculino.
1910-1945
1910 – Fim da Monarquia
1914/1918 – Primeira Guerra Mundial
1922 – A 20 de Outrubro morre José Bensaúde
1939/1945 – Segunda Guerra Mundial
1950
A partir dos anos 50 desenvolve-se uma generalizada e assumida política de modernização da empresa, com a aposta em novas maquinarias e na modernização dos serviços de contabilidade, técnicos e agrícolas.
1966
A FTM revela que dá trabalho a 2.564 pessoas, entre assalariados, assalariados durante a colheita e secagem, operários de laboração da fábrica, empregados de escritório e outros.
1974
25 de Abril- Revolução dos Cravos
1975
A FTM é nacionalizada pelo Decreto-Lei n.º 228-A/75, de 13 de maio. O período em que a empresa é gerida pelo Estado é marcado por inúmeros contratempos e problemas, levando-a a ter de ser capitalizada várias vezes.
1978
Entrada em vigor, em 29 de setembro, do primeiro Acordo Coletivo de Trabalho.
1981
A FTM passa a empresa pública regional pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 29/81-A, de 5 de maio.
É criado o Team Apolo 20, marcando a FTM uma presença regular no desporto automóvel nas décadas seguintes.
1986-87
1986 – Portugal integra a Comunidade Económica Europeia.
1987 – A FTM adquire, em parceria, as fábricas de tabaco Flor d’Angra (ilha Terceira) e Tabaco da Maia.
1995
A FTM é transformada em sociedade anónima, pelo Decreto-Lei n.º 90/95, de 9 de maio, com a denominação “Fábrica de Tabaco Micaelense, S.A.”, e reprivatizada, passando a ser detida maioritariamente por empresas do grupo Tabaqueira – Empresa Industrial de Tabacos, S.A., a maior empresa nacional de tabacos, e, parcialmente, por empresários regionais (reunidos na empresa SAMAL, que veio a dar origem à atual SAI – Sociedade Atlântica de Investimentos), mantendo a Região, até 2008, uma participação minoritária com direitos especiais (golden share).
Edição do livro “A Fábrica de Tabaco Micaelense, 1866-1995”, da professora Fátima Sequeira Dias.
1997
Privatização da Tabaqueira – Empresa Industrial de Tabacos, que passa a ser detida em 65% pela Philip Morris, passando a FTM a fazer parte deste grupo internacional.
2000
A FTM entrega parte do seu arquivo histórico documental à Universidade dos Açores, para que possa ser preservado para as gerações futuras, permitindo a consulta por académicos de uma parte substancial da história económica dos Açores.
2001-4
2001 – O grupo de empresários regionais que detinha, parcialmente, a FTM, adquire à Philip Morris o capital maioritário desta na empresa.
2002 – Entrada em circulação do euro.
2004 – Introdução de novas leis-aviso nos maços de tabaco.
2007-9
2007 – A Lei n.º 37/2007, de 14 de agosto, aprova normas para a proteção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco.
2009 – Início de uma estratégia de expansão do negócio, com a aquisição da Tabacom, uma empresa de distribuição de tabacos na Madeira.
2010-11
2010 – Em maio ocorre a última produção de rapé.
2011 – Edição do livro “Fábrica de Tabaco Micaelense – 145 anos, 1866-2011”, da professora Fátima Sequeira Dias.
2012
A FTM doa, para espólio do Museu do Tabaco da Maia, um conjunto de material de laboratório, com valor museológico muito significativo, que fora utilizado no laboratório da empresa até ao princípio da década de 1990.
2016
Reforço da legislação antitabágica que obriga à colocação nos maços de novas advertências sobre os malefícios do tabaco, incluindo imagens.
2017-19
A aquisição da empresa Azoriani, proprietária de um hotel em Ponta Delgada, e o início da remodelação e requalificação de cinco moradias, para transformação em unidades de alojamento – as Casas Amarelas – colocam a FTM no negócio do turismo.
Processo de aquisição do capital social da sociedade Carlos Soares de Mendonça, uma empresa de distribuição de tabacos na ilha de S. Miguel, a qual virá a expandir a atividade, nos três anos seguintes, às ilhas Terceira, Pico e Faial.
2023
A FTM deposita no Museu do Tabaco da Maia cópias dos seus registos fotográficos mais antigos e um relevante conjunto de material, maquinaria e equipamento tipográfico, que fora utilizado até ao princípio da década de 1990 na sua tipografia.
A FTM emprega 101 trabalhadores, dos quais 54 homens e 47 mulheres. O seu grupo empresarial emprega 142 pessoas, existindo 2.076 pessoas impactadas pela sua atividade.
2024
Instalação de 525 painéis solares que refletem o compromisso da FTM com a poupança de energia e a sustentabilidade.